volpi
Jun. 7th, 2006 | 05:43 pm
por ele, já que eu amo as bandeirinhas, desde pequena [isso segundo mamãe].
"Mesmo tendo nascido na Itália, de onde foi trazido com menos de dois anos, Volpi é um dos mais importantes artistas brasileiros deste século (...). Auto-didata, Volpi começou, na juventude, fazendo pequenas e tímidas telas do natural, nas quais às vezes se nota um toque impressionista. Na década de 30, sua pintura adquire um sabor claramente popular - embora permaneça, ao mesmo tempo, paradoxalmente, sempre concisa, sem a menor prolixidade nem retórica. É a década de 40 que marca sua decisiva evolução em direção a uma arte não representativa, não mimética, independente da realidade contemplada.
Volpi passa a trabalhar de imaginação, no atelier, e produz marinhas e paisagens cada vez mais despojadas, que acabam se transformando em construções nitidamente geométricas - as chamadas "fachadas". É como se o artista refizesse sozinho, por si mesmo, todo o caminho histórico da primeira modernidade, de Cézanne a Mondrian. Sua linguagem não se parece com a desses mestres, mas os propósitos são os mesmos: libertar-se da narrativa e construir uma realidade pictórica autônoma do quadro. Cada tela, nessa época, parece sair exatamente da anterior, num processo contínuo e linear. Através dessas paisagens, que na passagem aos anos 50 se transformam em fachadas, Volpi chega, em 1956, à pintura abstrata geométrica - mas não porque ela está na moda e virou objeto de polêmica, e sim como conseqüência inexorável de sua própria evolução.
A fase rigorosamente abstrata é curtíssima. Dos anos 60 em diante, Volpi fez uma síntese única entre arte figurativa e abstrata. Seus quadros admitem uma leitura figurativa (nas "fachadas", nas famosas "bandeirinhas"), mas são, essencialmente, apenas estruturas de "linha, forma e cor" - como ele mesmo insistia em dizer."
e viva as fachadas e as bandeirinhas! e as figurinhas religiosas.
ele é fantástico. e está no mam, láá no ibirapuera.
eu gostei das cores e das molduras. e a música que estava tocando.
minha mãe lembrou de vovó, e gostou de um quadro enorme de uma sereia que ficava em um navio brasileiro.
e ahn, vão lá.
odeio passar sensação de quadros. ^^ actually, not much.

"Bandeirinhas" - Volpi
"Mesmo tendo nascido na Itália, de onde foi trazido com menos de dois anos, Volpi é um dos mais importantes artistas brasileiros deste século (...). Auto-didata, Volpi começou, na juventude, fazendo pequenas e tímidas telas do natural, nas quais às vezes se nota um toque impressionista. Na década de 30, sua pintura adquire um sabor claramente popular - embora permaneça, ao mesmo tempo, paradoxalmente, sempre concisa, sem a menor prolixidade nem retórica. É a década de 40 que marca sua decisiva evolução em direção a uma arte não representativa, não mimética, independente da realidade contemplada.
Volpi passa a trabalhar de imaginação, no atelier, e produz marinhas e paisagens cada vez mais despojadas, que acabam se transformando em construções nitidamente geométricas - as chamadas "fachadas". É como se o artista refizesse sozinho, por si mesmo, todo o caminho histórico da primeira modernidade, de Cézanne a Mondrian. Sua linguagem não se parece com a desses mestres, mas os propósitos são os mesmos: libertar-se da narrativa e construir uma realidade pictórica autônoma do quadro. Cada tela, nessa época, parece sair exatamente da anterior, num processo contínuo e linear. Através dessas paisagens, que na passagem aos anos 50 se transformam em fachadas, Volpi chega, em 1956, à pintura abstrata geométrica - mas não porque ela está na moda e virou objeto de polêmica, e sim como conseqüência inexorável de sua própria evolução.
A fase rigorosamente abstrata é curtíssima. Dos anos 60 em diante, Volpi fez uma síntese única entre arte figurativa e abstrata. Seus quadros admitem uma leitura figurativa (nas "fachadas", nas famosas "bandeirinhas"), mas são, essencialmente, apenas estruturas de "linha, forma e cor" - como ele mesmo insistia em dizer."
e viva as fachadas e as bandeirinhas! e as figurinhas religiosas.
ele é fantástico. e está no mam, láá no ibirapuera.
eu gostei das cores e das molduras. e a música que estava tocando.
minha mãe lembrou de vovó, e gostou de um quadro enorme de uma sereia que ficava em um navio brasileiro.
e ahn, vão lá.
odeio passar sensação de quadros. ^^ actually, not much.

"Bandeirinhas" - Volpi
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Jun. 5th, 2006 | 03:49 pm
só uma resposta ao comentário antes.
eu acho que é o théo, então, vou responder como se fosse pra ele. [vai, coloque nome! eu vou deletar os comentários anônimos porquê me irritam, ok?]
anarquista? bah, não prego a destruição do estado de maneira alguma. sim, eu tenho algum tipo de programa de engajamento social sem que mesmo você saiba. por mais que eu seja uma tarada por desfiles tipo spfw, que gaste dinheiro até [e bah, não me seguro com coisas que eu gosto], isso não é ser capitalista. apenas exercito um lado consumista. eu, como boa aspirante à publicitária, sei bem que há uma diferença. sou vítima. ^^ vai, não me julga sem haver contato que eu fico chata, théo. [ou, se não for o tetéo, sorry]. se bem que você sempre o fez e eu nunca me irritei. ok ok. =*
parei em frente ao cca da eca enquanto esperava a dani terminar a prova de sociologia. o tal odiado velho com cara de revolucionário parou à porta e começou a explicar para o HU e um outro veterano que conheço só de vista os reais motivos da greve. curiosa, eu? imagine! caminhei até eles e fui logo inserida na roda. o nome dele era algo como vado, vlado [creio que com w, mas vá lá]. três alunos de comunicação juntos? e o velho, que descobri ser administrador do setor de cinema e rádio e tv conseguiu nos fazer prestar atenção. ele disse que trabalha na usp há 24 anos e que assistiu à sua degradação no decorrer dos anos. ficava a dizer que os reais motivos da greve eram contra o sucateamento do ensino público, que começou há décadas, segundo ele. nós três começamos a argumentar. vi-me exaltada e brava, quando ele disse que não se tratava de aumento salarial [quando, antes, havia mostrado revolta contra os míseros aumentos]. 'mas, o problema é: vocês que organizam a greve, vêm todos animados defendendo e protegendo o ensino público. mas, eles dão qualquer aumento, seja mesmo de 2% e vocês calam a boca. a greve vai perder o real significado que o senhor diz defender. o buraco é mais embaixo e vocês ficam satisfeito com um aumento salarial *tentativa de interrupção da parte dele* não, não senhor. não adianta dizer que não porque é assim, sim.'. daí, o veterano que eu não conheço me apoiou e disse 'ano passado, houve uma greve de três semanas. deram um aumentozinho e vocês sairam fugindo deles. foi a paralização mais em vão que jamais existiu. cadê esse ideal todo que o senhor defende aqui nas paralizações de quartas-feiras?'. HU: ' o senhor acha mesmo que a greve funciona? defendendo isso que você diz, que é a contra-sucateação, terceirização, contra os professores tornando a usp um "bico" por causa dos maiores salários nas universidades particulares? isso requer uma conscientização muito maior, das mais de 150 mil pessoas envolvidas. todo mundo, todo mundo sem exceção, precisa se tocar e perceber que, se todo mundo parar de ser egoísta, a usp pode voltar a ser o que ela era.'
o velho ficou com cara de pensativo enquanto nós três olhávamos para ele.
a greve não seria sem sentido se a usp capengando fosse amparada por todos. uma grevezinha não vai adiantar a melhorar a universidade e nem isso ocorrerá nos meus anos por lá.
o que é triste, by the way. a usp tem tudo pra continuar a ser uma das melhores univesidades da américa latina [ou a melhor]. mas ainda sou contra essa greve. é uma paralização inútil. como o tal veterano disse, até os funcionários do sintusp estão entrando nessa para ficarem em casa. férias adiantadas. será por isso que eles sempre paralizam antes de recessos?
bloody hell. quem sou eu pra falar sobre isso?
eu acho que é o théo, então, vou responder como se fosse pra ele. [vai, coloque nome! eu vou deletar os comentários anônimos porquê me irritam, ok?]
anarquista? bah, não prego a destruição do estado de maneira alguma. sim, eu tenho algum tipo de programa de engajamento social sem que mesmo você saiba. por mais que eu seja uma tarada por desfiles tipo spfw, que gaste dinheiro até [e bah, não me seguro com coisas que eu gosto], isso não é ser capitalista. apenas exercito um lado consumista. eu, como boa aspirante à publicitária, sei bem que há uma diferença. sou vítima. ^^ vai, não me julga sem haver contato que eu fico chata, théo. [ou, se não for o tetéo, sorry]. se bem que você sempre o fez e eu nunca me irritei. ok ok. =*
parei em frente ao cca da eca enquanto esperava a dani terminar a prova de sociologia. o tal odiado velho com cara de revolucionário parou à porta e começou a explicar para o HU e um outro veterano que conheço só de vista os reais motivos da greve. curiosa, eu? imagine! caminhei até eles e fui logo inserida na roda. o nome dele era algo como vado, vlado [creio que com w, mas vá lá]. três alunos de comunicação juntos? e o velho, que descobri ser administrador do setor de cinema e rádio e tv conseguiu nos fazer prestar atenção. ele disse que trabalha na usp há 24 anos e que assistiu à sua degradação no decorrer dos anos. ficava a dizer que os reais motivos da greve eram contra o sucateamento do ensino público, que começou há décadas, segundo ele. nós três começamos a argumentar. vi-me exaltada e brava, quando ele disse que não se tratava de aumento salarial [quando, antes, havia mostrado revolta contra os míseros aumentos]. 'mas, o problema é: vocês que organizam a greve, vêm todos animados defendendo e protegendo o ensino público. mas, eles dão qualquer aumento, seja mesmo de 2% e vocês calam a boca. a greve vai perder o real significado que o senhor diz defender. o buraco é mais embaixo e vocês ficam satisfeito com um aumento salarial *tentativa de interrupção da parte dele* não, não senhor. não adianta dizer que não porque é assim, sim.'. daí, o veterano que eu não conheço me apoiou e disse 'ano passado, houve uma greve de três semanas. deram um aumentozinho e vocês sairam fugindo deles. foi a paralização mais em vão que jamais existiu. cadê esse ideal todo que o senhor defende aqui nas paralizações de quartas-feiras?'. HU: ' o senhor acha mesmo que a greve funciona? defendendo isso que você diz, que é a contra-sucateação, terceirização, contra os professores tornando a usp um "bico" por causa dos maiores salários nas universidades particulares? isso requer uma conscientização muito maior, das mais de 150 mil pessoas envolvidas. todo mundo, todo mundo sem exceção, precisa se tocar e perceber que, se todo mundo parar de ser egoísta, a usp pode voltar a ser o que ela era.'
o velho ficou com cara de pensativo enquanto nós três olhávamos para ele.
a greve não seria sem sentido se a usp capengando fosse amparada por todos. uma grevezinha não vai adiantar a melhorar a universidade e nem isso ocorrerá nos meus anos por lá.
o que é triste, by the way. a usp tem tudo pra continuar a ser uma das melhores univesidades da américa latina [ou a melhor]. mas ainda sou contra essa greve. é uma paralização inútil. como o tal veterano disse, até os funcionários do sintusp estão entrando nessa para ficarem em casa. férias adiantadas. será por isso que eles sempre paralizam antes de recessos?
bloody hell. quem sou eu pra falar sobre isso?
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Jun. 4th, 2006 | 08:36 am
CMS CONVOCA ATO PARA O DIA 28/06
"Reunidos na sede da CUT em São Paulo, no dia 17 de maio, entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais, dentre elas a UNE e a UBES, deliberaram realizar um grande ato nacional dia 28 de junho para apresentar à sociedade o Projeto Brasil, um conjunto de proposições dos movimentos sociais para intervir nos debates sobre os rumos para o país. Além das entidades, partidos políticos serão convidados para participar dos atos.
A operativa da CMS definiu que incentivará todos os estados a realizar manifestações localizadas, sob o tema geral de “Direitos para o povo – o Brasil que queremos”. Para organizar e divulgar a atividade, a operativa da CMS passará a ter reuniões semanais a partir de 26 de maio e irá editar um jornal convocando os atos e apresentando o Projeto Brasil à população.
Bolívia e violência em São Paulo – Outros dois pontos debatidos pelos representantes dos movimentos sociais foi a situação da Bolívia, que nacionalizou a produção de gás. As entidades apóiam a decisão soberana do governo boliviano e deliberaram convidar o cônsul boliviano no Brasil para participar do Dia Nacional de Luta, 28 de junho. Leia aqui moção aprovada pela direção executiva da UNE sobre o tema.
Em relação à onda de violência que assolou o Estado de São Paulo nos últimos dias, a CMS detectou a responsabilidade do governo do Estado pela falta de segurança e irá lançar uma nota para a sociedade problematizando a questão da segurança pública, cobrando medidas efetivas do governo do Estado e apontando a falta de investimentos sociais como um dos principais fatores para o aumento da violência no país. Foi definido também que o PT e PCdoB solicitarão audiência pública na Assembléia Legislativa do estado para debater a questão."
Depois contradizem-me quando insisto em dizer que é em São Paulo que as coisas acontecem.
Quando eu acordei cedo, hoje, resolvi zapear pelos canais de televisão. Sem querer, parei em um canal que falava sobre torturas - o que ia totalmente ao encontro do que eu estava discutindo comigo mesmo essa semana, depois de achar na biblioteca da ECA o I seminario do grupo Tortura Nunca Mais e de ler um texto que mostrava a manipulação midiática a partir do golpe de 64 - . Eu poderia pensar que a ditadura já passou há, pelo menos, 15 anos, que não há mais torturas. Bullshit. Os militares ainda comandam certos setores estratégicos [pô, ainda é obrigatório comparecer ao serviço militar] e vários arquivos sobre DOI-CODIs ainda aparecem por aí, mesmo que eles tenham sido desativados e que eu já tenha chutado uma parede de um deles.
O programa do tal canal exibia a narração de uma testemunha da morte de um rapaz, acho que Alexandre - estudante de geologia da USP - após ser torturado. Notícias de jornais traziam títulos como "subversivo morre atropelado". Mais auto-delator?
O que vem ao caso é que mostravam a UNE após 1985 e o Movimento dos Caras Pintadas. Eu acho que 20 anos em silêncio foi muito. Claro, em 20 anos sequestraram uns e outros importantes para anistias, alguns movimentos, passeatas e tudo o mais. Mas, a força das Diretas, aquela quantidade de pessoas nas ruas, perdeu-se. Não nego manifestações, como a que eu vi na Paulista há duas semanas atrás, nem as que ocorreram no Chile - Radar Estudantenet: Secundaristas exigem mudanças e tomam as ruas do Chile -. Mas o que é necessário? Força. Todo mundo fecha os olhos. O programa anunciava o site da UNE - www.une.org.br - para que prcurássemos uma cartilha que mostrava como formar um Diretório Estudantil - DCE, como eles chamam na USP ainda - e reivindicar melhorias. Daí, ao entrar no site, eu pensei na greve que ocorrerá na minha faculdade. Um cartaz em um mural do corredor do CRP dizia: "Três greves, sempre antes de recessos escolares. E nada mudou. Alguém aí ainda acredita nelas?". As forças de reivindicação sumiram? Mesmo, eu, não dou credibilidade ao revolucionário barbudo do CRA. A greve não vai resolver, creio eu. Mandarão algum aumentozinho de salário e tudo o que era combatido e exigido se perde no dinheiro. Depois, todos calam as suas respectivas bocas, e o ensino cái. A USP tá capenga, o sustento de um nome como esse custa caro. Os profissionais não se movem, muito menos os estudantes. Talvez a força maior. Dos 150 mil. Eis a questão dos DCEs pra UNE? Deveria dar credibilidade à ela depois de saber que pessoas como o Dirceu fizeram parte dela para depois virarem a casaca? O ideal, claro. É o ideal que a UNE sempre defendeu e defende. Poder aos estudantes. Claro, 5% da população mudando o país.
Nah, eu sou tão utópica que tenho medo de acreditar nisso.
Depois eu reclamo quando a Cãmi diz que eu sou revolucionária demais e me chama de comunista porque eu uso uma camiseta vermelha. ¬¬
Estereótipos vivem na sociedade. Mas que eu vou mudar o mundo, eu vou.
"Reunidos na sede da CUT em São Paulo, no dia 17 de maio, entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais, dentre elas a UNE e a UBES, deliberaram realizar um grande ato nacional dia 28 de junho para apresentar à sociedade o Projeto Brasil, um conjunto de proposições dos movimentos sociais para intervir nos debates sobre os rumos para o país. Além das entidades, partidos políticos serão convidados para participar dos atos.
A operativa da CMS definiu que incentivará todos os estados a realizar manifestações localizadas, sob o tema geral de “Direitos para o povo – o Brasil que queremos”. Para organizar e divulgar a atividade, a operativa da CMS passará a ter reuniões semanais a partir de 26 de maio e irá editar um jornal convocando os atos e apresentando o Projeto Brasil à população.
Bolívia e violência em São Paulo – Outros dois pontos debatidos pelos representantes dos movimentos sociais foi a situação da Bolívia, que nacionalizou a produção de gás. As entidades apóiam a decisão soberana do governo boliviano e deliberaram convidar o cônsul boliviano no Brasil para participar do Dia Nacional de Luta, 28 de junho. Leia aqui moção aprovada pela direção executiva da UNE sobre o tema.
Em relação à onda de violência que assolou o Estado de São Paulo nos últimos dias, a CMS detectou a responsabilidade do governo do Estado pela falta de segurança e irá lançar uma nota para a sociedade problematizando a questão da segurança pública, cobrando medidas efetivas do governo do Estado e apontando a falta de investimentos sociais como um dos principais fatores para o aumento da violência no país. Foi definido também que o PT e PCdoB solicitarão audiência pública na Assembléia Legislativa do estado para debater a questão."
Depois contradizem-me quando insisto em dizer que é em São Paulo que as coisas acontecem.
Quando eu acordei cedo, hoje, resolvi zapear pelos canais de televisão. Sem querer, parei em um canal que falava sobre torturas - o que ia totalmente ao encontro do que eu estava discutindo comigo mesmo essa semana, depois de achar na biblioteca da ECA o I seminario do grupo Tortura Nunca Mais e de ler um texto que mostrava a manipulação midiática a partir do golpe de 64 - . Eu poderia pensar que a ditadura já passou há, pelo menos, 15 anos, que não há mais torturas. Bullshit. Os militares ainda comandam certos setores estratégicos [pô, ainda é obrigatório comparecer ao serviço militar] e vários arquivos sobre DOI-CODIs ainda aparecem por aí, mesmo que eles tenham sido desativados e que eu já tenha chutado uma parede de um deles.
O programa do tal canal exibia a narração de uma testemunha da morte de um rapaz, acho que Alexandre - estudante de geologia da USP - após ser torturado. Notícias de jornais traziam títulos como "subversivo morre atropelado". Mais auto-delator?
O que vem ao caso é que mostravam a UNE após 1985 e o Movimento dos Caras Pintadas. Eu acho que 20 anos em silêncio foi muito. Claro, em 20 anos sequestraram uns e outros importantes para anistias, alguns movimentos, passeatas e tudo o mais. Mas, a força das Diretas, aquela quantidade de pessoas nas ruas, perdeu-se. Não nego manifestações, como a que eu vi na Paulista há duas semanas atrás, nem as que ocorreram no Chile - Radar Estudantenet: Secundaristas exigem mudanças e tomam as ruas do Chile -. Mas o que é necessário? Força. Todo mundo fecha os olhos. O programa anunciava o site da UNE - www.une.org.br - para que prcurássemos uma cartilha que mostrava como formar um Diretório Estudantil - DCE, como eles chamam na USP ainda - e reivindicar melhorias. Daí, ao entrar no site, eu pensei na greve que ocorrerá na minha faculdade. Um cartaz em um mural do corredor do CRP dizia: "Três greves, sempre antes de recessos escolares. E nada mudou. Alguém aí ainda acredita nelas?". As forças de reivindicação sumiram? Mesmo, eu, não dou credibilidade ao revolucionário barbudo do CRA. A greve não vai resolver, creio eu. Mandarão algum aumentozinho de salário e tudo o que era combatido e exigido se perde no dinheiro. Depois, todos calam as suas respectivas bocas, e o ensino cái. A USP tá capenga, o sustento de um nome como esse custa caro. Os profissionais não se movem, muito menos os estudantes. Talvez a força maior. Dos 150 mil. Eis a questão dos DCEs pra UNE? Deveria dar credibilidade à ela depois de saber que pessoas como o Dirceu fizeram parte dela para depois virarem a casaca? O ideal, claro. É o ideal que a UNE sempre defendeu e defende. Poder aos estudantes. Claro, 5% da população mudando o país.
Nah, eu sou tão utópica que tenho medo de acreditar nisso.
Depois eu reclamo quando a Cãmi diz que eu sou revolucionária demais e me chama de comunista porque eu uso uma camiseta vermelha. ¬¬
Estereótipos vivem na sociedade. Mas que eu vou mudar o mundo, eu vou.
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Jun. 3rd, 2006 | 07:08 pm
nota: xisto betuminoso formam, definitivamente, a dupla de palavras mais legal ever.
depois da descoberta do jurupinga encantado, minha vida não é mais a mesma.
tentativa frustrada de ir à uma festa junina na FAU. Solucionamos o problema com uma ida à Civil, onde estava havendo desde as seis da tarde uma festa à base de choconhaque. acho que o evento atraiu mais mulheres que o esperado, devido às estatísticas de seis homens por mulher na poli. mas o negócio era o forró. eu cheguei até a achar que os rapazes de lá sabiam como juntar mulheres num lugar só. bebiba e música de mulher. e eu fiquei vendo as tentativas de um moço que tirava fotografias para um site de sustentar uma conversa com cinco mulheres. péra, cinco ecanas. dêem-nos folders, e sairão passarinhos, aviões, barcos e até mesmo bombinhas. bom, o que eu me diverti com elas não está escrito.
a filosofia dos urubus, disse a cãmi. são uns desesperados e foi quite divertido observar o palavreado.
diverti-me mais com o par [o gustavo, de jornalismo], nas invenções de passos de forró. e gosh, roliço é um apelido muito bom.
hum. eu acabei assistindo o 'amor em cinco tempos'. não fui a procura de nada. nem de uma comédia romântica, nem de alguma espécie de filme pra pensar pro resto da vida. entrei no belas artes sem querer e paguei a entrada sem pensar no filme, escolhi por horário. eu achei quite interesting, pra falar a verdade. é a história de um casal contada ao contrário [começa com eles se separando e termina quando eles se conhecem], dividida em cinco blocos.
fiquei pensando que eu não consigo dar credibilidade às pessoas que acreditam na monogamia. eu acho que dá um certo receio tentar acreditar que seu marido ou sei lá não vai tentar relacionar-se com outra mulher. o ser humano não é assim. eu posso acreditar que eu conseguiria sentir tamanha paixão por alguém e não querer uma outra pessoa. dá um medo?
e a gente fala que os homens são maus? e o que mais?
e ah. o higue cortou meu raciocínio. pardon.
depois da descoberta do jurupinga encantado, minha vida não é mais a mesma.
tentativa frustrada de ir à uma festa junina na FAU. Solucionamos o problema com uma ida à Civil, onde estava havendo desde as seis da tarde uma festa à base de choconhaque. acho que o evento atraiu mais mulheres que o esperado, devido às estatísticas de seis homens por mulher na poli. mas o negócio era o forró. eu cheguei até a achar que os rapazes de lá sabiam como juntar mulheres num lugar só. bebiba e música de mulher. e eu fiquei vendo as tentativas de um moço que tirava fotografias para um site de sustentar uma conversa com cinco mulheres. péra, cinco ecanas. dêem-nos folders, e sairão passarinhos, aviões, barcos e até mesmo bombinhas. bom, o que eu me diverti com elas não está escrito.
a filosofia dos urubus, disse a cãmi. são uns desesperados e foi quite divertido observar o palavreado.
diverti-me mais com o par [o gustavo, de jornalismo], nas invenções de passos de forró. e gosh, roliço é um apelido muito bom.
hum. eu acabei assistindo o 'amor em cinco tempos'. não fui a procura de nada. nem de uma comédia romântica, nem de alguma espécie de filme pra pensar pro resto da vida. entrei no belas artes sem querer e paguei a entrada sem pensar no filme, escolhi por horário. eu achei quite interesting, pra falar a verdade. é a história de um casal contada ao contrário [começa com eles se separando e termina quando eles se conhecem], dividida em cinco blocos.
fiquei pensando que eu não consigo dar credibilidade às pessoas que acreditam na monogamia. eu acho que dá um certo receio tentar acreditar que seu marido ou sei lá não vai tentar relacionar-se com outra mulher. o ser humano não é assim. eu posso acreditar que eu conseguiria sentir tamanha paixão por alguém e não querer uma outra pessoa. dá um medo?
e a gente fala que os homens são maus? e o que mais?
e ah. o higue cortou meu raciocínio. pardon.
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Jun. 1st, 2006 | 07:48 pm
eu tava rindo, enquanto lia blogs antigos e ouvia o cassete do show miúcha+tom+toquinho+vinicius que minha avó teve o prazer de assistir no rio.
eu e meus 10 anos.
'vó, mas qual é o vinicius?'
'é o com a pior voz, gábi.'
'mas todos têm voz ruim, vó.'
'ele é o que fica chupando o nariz o tempo todo no meio das músicas.'
esse diálogo está quente na minha cabeça ainda. eu ainda era loira e tinha o cabelo liso. e ela era viva. será que eu não posso parar de falar nela um dia sequer?
minha mãe vai vir pra cá e todo mundo vai conhecer todo mundo. e eu vou poder ter tudo de volta. ontem ainda tive que ouvir a kika me chamando de forte e dizendo que nunca havia me visto desse jeito. é bom, sabe?
estranho. perdi completamente a vontade de escrever.
tchauí para os animados!
eu e meus 10 anos.
'vó, mas qual é o vinicius?'
'é o com a pior voz, gábi.'
'mas todos têm voz ruim, vó.'
'ele é o que fica chupando o nariz o tempo todo no meio das músicas.'
esse diálogo está quente na minha cabeça ainda. eu ainda era loira e tinha o cabelo liso. e ela era viva. será que eu não posso parar de falar nela um dia sequer?
minha mãe vai vir pra cá e todo mundo vai conhecer todo mundo. e eu vou poder ter tudo de volta. ontem ainda tive que ouvir a kika me chamando de forte e dizendo que nunca havia me visto desse jeito. é bom, sabe?
estranho. perdi completamente a vontade de escrever.
tchauí para os animados!
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May. 31st, 2006 | 01:57 pm
he called.
aai sim, ele ligou.
quando eram 22:30 e eu já estava deitada, em tentativas estúpidas de tentar dormir, com ele em meus pensamentos.
'ai, não vou atender'. *gábi, levanta. pode ser ele!*.
saí correndo e era. e tantos suspiros e saudades.
foi rapidinho, claro. mas aah.
[será que vocês fizeram um uso tão intenso da palavra 'saudade' porque vão se ver logo logo? e, nesses casos, não se deve pensar tanto antes de usá-la?] sillyness.
é. eu aguento mais uns 6 dias.
e vai. eu vou começar a deletar comentários anônimos porque eu sou uma mocinha muito chata. e devo mudar o endereço do blog.
bloody hell.
aai sim, ele ligou.
quando eram 22:30 e eu já estava deitada, em tentativas estúpidas de tentar dormir, com ele em meus pensamentos.
'ai, não vou atender'. *gábi, levanta. pode ser ele!*.
saí correndo e era. e tantos suspiros e saudades.
foi rapidinho, claro. mas aah.
[será que vocês fizeram um uso tão intenso da palavra 'saudade' porque vão se ver logo logo? e, nesses casos, não se deve pensar tanto antes de usá-la?] sillyness.
é. eu aguento mais uns 6 dias.
e vai. eu vou começar a deletar comentários anônimos porque eu sou uma mocinha muito chata. e devo mudar o endereço do blog.
bloody hell.
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adeus você.
May. 29th, 2006 | 07:08 pm
adeus você
eu hoje vou pro lado de lá
eu tô levando tudo de mim
que é pra não ter razão pra chorar
vê se te alimenta e não pensa que eu fui, por não te amar
cuida do teu
pra que ninguém te jogue no chão
procure dividir-se em alguém
procure-me em qualquer confusão
levanta e te sustenta e não pensa que eu fui, por não te amar
quero ver você maior, meu bem
pra que minha vida aiga adiante, pra que minha vida sigua adiante
adeus você
não venha mais me negaciar
teu choro não me faz desistir
teu riso não me faz reclinar
acalma essa tormenta e se aguenta que eu vou pro meu lugar
é bom, às vezes se perder,
sem ter por quê, sem ter razão
é um dom , sabe envaidecer por si, saber mudar de tom
quero não saber de cor, também
pra que minha vida siga adiante, pra que minha vida siga adiante
[hum, para quem for que comenta em inglês por aí. curiosidade mata, sabe?]
eu hoje vou pro lado de lá
eu tô levando tudo de mim
que é pra não ter razão pra chorar
vê se te alimenta e não pensa que eu fui, por não te amar
cuida do teu
pra que ninguém te jogue no chão
procure dividir-se em alguém
procure-me em qualquer confusão
levanta e te sustenta e não pensa que eu fui, por não te amar
quero ver você maior, meu bem
pra que minha vida aiga adiante, pra que minha vida sigua adiante
adeus você
não venha mais me negaciar
teu choro não me faz desistir
teu riso não me faz reclinar
acalma essa tormenta e se aguenta que eu vou pro meu lugar
é bom, às vezes se perder,
sem ter por quê, sem ter razão
é um dom , sabe envaidecer por si, saber mudar de tom
quero não saber de cor, também
pra que minha vida siga adiante, pra que minha vida siga adiante
[hum, para quem for que comenta em inglês por aí. curiosidade mata, sabe?]
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May. 28th, 2006 | 07:17 pm
bah. a fabi. depois de quase dois anos sem telefonemas ou cartas, me ligou agora mesmo. a voz, e uma das únicas pessoas que ainda me chamam de gabiza, e dizendo que pensou em me ligar. confesso que adorei mesmo falar com ela. dá uma saudade enorme das pessoas do fórum, de chats estúpidos no icq. a gente havia brigado tantas vezes, por coisas tão estranhas. religião, pessoas. e sempre voltávamos com declaraçõezinhas. bah, ela foi a primeira pessoa que eu conheci por lá. ai, linda, e risadas e confissões. estamos voltando à ativa.
another topic.
it's kinda sad, que o higue tenha começado a questionar a igreja católica vendo 'o código da vinci'. sentado ao meu lado, ele não entendia a opus dei, nem o constantino e as decisões.
'gábi, eles mentem tanto assim? eu não entendo essa opus dei. e quer dizer que o natal é falso?'.
eu não sei o que responder pra ele. meu ceticismo ia influencia-lo em alguma coisa, não ia fazer bem. eu queria que ele trilhasse os caminhos que escolher e achar melhores, que descubra as coisas sozinho. tá, quando eu tinha meus 13 anos, eu me divertia com livros como 'o evangelho segundo jesus cristo' e afins. me deliciava com as crenças egípcias e astecas, achava o catolicismo sem graça.
e o higue tá no mesmo caminho.
'gu, quando você começou a desacreditar?'
'há uns dois anos, gábi. por que?'
'o higue começou hoje.'
'não tá cedo, não? afinal, eu tinha meus 15'
'e eu meus 13.'
'é, o higue puxou pra você. *beija*'.
e o guto é lindo.
another topic.
it's kinda sad, que o higue tenha começado a questionar a igreja católica vendo 'o código da vinci'. sentado ao meu lado, ele não entendia a opus dei, nem o constantino e as decisões.
'gábi, eles mentem tanto assim? eu não entendo essa opus dei. e quer dizer que o natal é falso?'.
eu não sei o que responder pra ele. meu ceticismo ia influencia-lo em alguma coisa, não ia fazer bem. eu queria que ele trilhasse os caminhos que escolher e achar melhores, que descubra as coisas sozinho. tá, quando eu tinha meus 13 anos, eu me divertia com livros como 'o evangelho segundo jesus cristo' e afins. me deliciava com as crenças egípcias e astecas, achava o catolicismo sem graça.
e o higue tá no mesmo caminho.
'gu, quando você começou a desacreditar?'
'há uns dois anos, gábi. por que?'
'o higue começou hoje.'
'não tá cedo, não? afinal, eu tinha meus 15'
'e eu meus 13.'
'é, o higue puxou pra você. *beija*'.
e o guto é lindo.